Vamos apresentar as ferramentas sociais que participamos,
poste o endereço e comente sua utilidade.
Comunidade criada para as atividades do curso "Redes na Educação e-proinfo" 2013
Comunidade criada para as atividades do curso "Redes na Educação e-proinfo" 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
A moda é... comunidade.
Uma comunidade virtual é uma comunidade que estabelece relações num espaço virtual através de meios de comunicação à distância. Caracteriza-se pela aglutinação de um grupo de indivíduos com interesses comuns que trocam experiências e informações no ambiente virtual.
O papel das comunidades virtuais no aprendizado
De
acordo com De acordo com pesquisa do
Ibope/NetRatings realizada no segundo semestre de 2008, 43,1 milhões de pessoas
- a partir dos 16 anos - possuem acesso à rede em ambientes diversos como lan
houses, residências, bibliotecas e escolas. Dos números apontados, destaca-se o
crescimento de internautas que usam Orkut e outras redes sociais no país.
Mestre em gestão e produção em e-learning pela Universidade Carlos III, de
Madri, a professora Sônia Bertocchi acumula reflexões e experiências
pedagógicas no uso das redes sociais virtuais como incentivo à educação dos
seus alunos.
A educadora Sônia iniciou sua carreira
como professora de língua portuguesa em uma escola pública e conta que o seu
interesse pelas redes sociais surgiu quando ela começou a compreender como
funciona o caráter multimídia da internet e sua linguagem hipertextual. Hoje é coordenador
de projetos colaborativos em comunidades virtuais de aprendizagem e de cursos
online e ainda responsável pela Lousa Digital, um blog de educação. “Quando
interagimos, isto é, quando estamos em rede, aprendemos mais, estabelecemos
contatos, criamos relações, conhecemos mais”, diz.
Antes,
as comunidades virtuais eram vistas como entretenimento e diversão. Hoje,
podemos considerá-las como indispensáveis para o conhecimento humano?
Fritjof Capra, em Teia da Vida, 1996,
disse: "Sempre que olhamos para a vida, olhamos para redes”. Ou seja, a
vida é organizada em redes. Nossa família é uma rede, nossa cidade, a empresa
onde trabalhamos é uma rede e a escola é uma rede, daí a rede escolar. Todas
essas redes se articulam e cada uma delas tem sua parcela em nosso crescimento
humano. Da mesma forma, as redes sociais online.
De
que forma as redes podem ser utilizadas como incentivo ao aprendizado dos
alunos?
Elas podem ser usadas como excelentes
ferramentas em um projeto educativo, que privilegie ações em grupos/equipes,
que exijam/estimulem as interações e a comunicação digital entre alunos e
professores ou ainda entre alunos/professores e pessoas fora da comunidade
escolar. Lembrando que sem um bom projeto pedagógico não há ferramenta que dê
conta.
Para
quem nunca utilizou esses sites como ferramenta educacional, como deve iniciar?
Uma sugestão é se inscrever em uma
comunidade virtual de aprendizagem (conheça as redes mais
usadas no mundo) e participar das atividades propostas, explorar as
ferramentas de interação, de publicação. Ou seja, interagir e analisar
criticamente a experiência - os desafios, as dificuldades, os pontos fortes e
os fracos, os ganhos e as lições aprendidas.
Qual
a diferença entre rede social e comunidade virtual?
Na verdade, rede social é um novo nome
para comunidade virtual. Um dos primeiros autores a usar a expressão "comunidade
virtual" foi Howard Rheingold, que definiu: "As comunidades virtuais
são agregados sociais que surgem da internet quando uma quantidade suficiente
de gente leva adiante essas discussões públicas durante um tempo suficiente,
com suficientes sentimentos humanos, para formar redes de relações pessoais no
espaço cibernético”.
As
comunidades realmente funcionam para o aprendizado?
Existem exemplos exitosos de uso
pedagógico de várias comunidades virtuais. Trata-se de dizer ao educador que
ele precisa conhecer o potencial de cada uma delas, explorar sua natureza, seus
objetivos, suas características e ver como podem ser eficientes no
desenvolvimento da proposta pedagógica.
Como
a senhora avalia as novas ferramentas, como a webtevê e o podcast, em relação
ao uso para a educação?
Essas ferramentas podem e devem ser
integradas a projetos de educação. Sua utilização torna mais fácil o
protagonismo do jovem. Ele passa de consumidor a produtor de conteúdo na
internet.
Desde
que a senhora decidiu utilizar as redes nas aulas, houve dificuldades em coibir
o plágio ou mesmo a cópia indevida de trabalhos escolares de alguns alunos?
Sim. Todos – alunos e professores –
devem ter clareza sobre o que seja propriedade intelectual. Esse é um primeiro
e importante passo para evitar problemas de desrespeito ao direito autoral
quando são desenvolvidas atividades de busca e utilização da informação que
está na web. Ao contrário do que muitos, ingenuamente, repetem, a internet não
é uma “terra de ninguém".
Apesar
das redes virtuais serem positivas para o aprendizado, como a senhora -
professora de língua portuguesa - analisa o crescimento do “internetês” nos
textos dos jovens?
Penso que não devemos eliminar. Como o
nome diz, internetês é uma linguagem criada para ser usada na internet - nas
ferramentas de comunicação digital, em uma situação em que digitar rápido é
importante para manter a conversação animada. O que não pode acontecer é usar
internetês ou o miguxês em
um texto escrito para o professor, trabalho escolar, um relatório da empresa.
No
seu ponto de vista, a interatividade recorrente na internet serve apenas para adquirir
conhecimentos ou existe algo mais importante que ainda não foi descoberto por
todos?
As possibilidades de pesquisa,
comunicação digital, publicação de conteúdos próprios e a atuação em redes são,
a meu ver, as grandes contribuições da internet para a educação das pessoas.
Acredito que essas novas tecnologias da informação e da comunicação ainda estão
numa fase embrionária e que muita inovação está por vir com a web 3.0, ou web
semântica.
O
que deve ser feito para que os alunos não se tornem dependentes unicamente das
comunidades virtuais na hora de fazer uma pesquisa de escola?
Diz um ditado popular que o tempo muda
as coisas, mas diz também que, na realidade, quem tem de mudá-las é cada um de
nós, com o tempo. O professor deve sempre oferecer/indicar várias fontes de
pesquisa ao seu aluno - livros, jornais, revistas, cinema, TV, rádio e,
principalmente, pessoas.
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